EDUCAÇÃO INTEGRAL


Estamos de volta às nossas atividades letivas. Marcados pela pandemia que ainda assola o mundo, não somos os mesmos de antes desse flagelo humanitário, assim como nossos estudantes, as famílias, a sociedade, e claro, a escola.

Não fomos preparados para situações como esta que estamos vivendo. Precisamos cuidar da vida de todas/os.  Nesses dias tão difíceis, a escola torna-se um espaço de direitos para que as ações do cuidar de si, do outro e dos espaços comuns, ajudem a minimizar as consequências que essa calamidade pública impôs a todos nós. Por isso estamos voltando com nossas atividades letivas, neste primeiro momento, de forma não presencial

Como sabemos, a proposta da Educação Integral em Tempo Integral compreende a formação do sujeito como um processo de desenvolvimento de caráter omnilateral, que considera a multidimensionalidade e suas relações com os fatores históricos, culturais e sociais que configuram sua existência.

O objetivo é a construção de uma sociedade com equidade e igualdade social, onde as condições de vida e as oportunidades sejam potencialmente iguais para todos, na perspectiva de ampliação do tempo e do currículo, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, do Plano Nacional e Estadual de Educação. 

Assim, a ampliação dos espaços, tempos e oportunidades de ensino e aprendizagem com vistas à formação humana integral devem potencializar  a qualificação dos processos  de ensino e aprendizagem com a extensão da carga horária e ampliação de oportunidades educativas, garantindo assim um currículo integrado que corrobora para o pleno desenvolvimento humano e social dos estudantes, em todas as suas dimensões a partir da construção do conhecimento e dos saberes sociais.

Desta forma as práticas e atividades pedagógicas devem considerar a dimensão do Território como espaço Educador, o Projeto de Vida dos Estudantes, o Trabalho como Princípio Educativo, a Pesquisa como Princípio Pedagógico, os Processos Criativos a Mediação,  as Intervenções Socioculturais, O Cuidado de Si e do Outro e dos Espaços Comuns, o desenvolvimento humano e social dos estudantes, a construção de identidades, o exercício da autonomia e protagonismo das juventudes, o respeito à diversidade étnico racial, cultural, de gênero, de orientação sexual e de crenças na perspectiva dos Projetos de Vida dos estudantes e sua relação com o Território. Considerando estes aspectos, o planejamento deve resgatar  as aprendizagens essenciais de forma contextualizada, interdisciplinar , multidimensional e transversal.


Conceito de Omnilateralidade
SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO