O Comitê Estadual Intersetorial de Segurança nas Escolas e nos Espaços Educacionais da Bahia (Cise) tem realizado um trabalho de governança intersetorial, cujo foco é o enfrentamento da violência nas escolas e a garantia da segurança e bem estar da comunidade em seu ambiente escolar.
Em caso de necessidade ou dúvidas, entrem em contato com os canais: Disque Denúncia – telefone 181 ou Emergência Policial – telefone 190
O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, em parceria com SaferNet Brasil, criou um canal exclusivo para recebimento de informações sobre ameaças e ataques contra as escolas.
Qualquer informação é bem-vinda. Todas as denúncias são anônimas e as informações enviadas serão mantidas sob sigilo.
Acesse: www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania decidiu ampliar a iniciativa, disponibilizando um número exclusivo de WhatsApp (61) 99611-0100 para denúncias de ataques ou ameaças a escolas, além do Disque 100.
O canal pode ser acessado por meio de mensagens de texto, áudios, fotos e vídeos, e as denúncias podem ser feitas anonimamente. As informações são encaminhadas com prioridade às autoridades de segurança para uma ação imediata.
O serviço também dispõe de atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras), por meio do link: https://atendelibras.mdh.gov.br/acesso
Fontes: Ministério da Educação / Ministério da Justiça e Segurança Pública / Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania / Secretaria de Comunicação Social / Governo do Estado da Bahia
Diante das múltiplas dimensões biopsicossociais que atravessam a vida dos/das estudantes, as Unidades Escolares assumem papel central na promoção de ações preventivas voltadas à valorização da vida. A saúde mental constitui dimensão essencial do desenvolvimento integral, influenciando diretamente os processos de aprendizagem, a convivência escolar e a construção dos projetos de vida.
Compreender a saúde mental de forma ampliada implica reconhecer que o cuidado vai além da ausência de sofrimento psíquico e se constrói cotidianamente por meio do acolhimento, da escuta qualificada e do respeito às singularidades, fortalecendo vínculos, pertencimento e o acesso a espaços seguros de diálogo, proteção, inclusão e respeito às diversidades.
Nesse sentido, as unidades escolares da rede estadual devem se afirmar como territórios estratégicos de cuidado, promoção e proteção da saúde mental, consolidando-se como espaços seguros e acolhedores, onde cada estudante seja visto/a, ouvido/a e respeitado/a em sua singularidade, através de práticas que valorizam a convivência saudável, a mediação de conflitos, o protagonismo estudantil e a construção coletiva de soluções fortalecem um ambiente escolar favorável à aprendizagem e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, inclusive (re)conhecendo no território demais instituições que podem colaborar com este processo, a exemplo dos Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, Centro de Atenção Psicossocial – CAPS e Unidade Básica de Saúde – UBS, entre outros.
Para a efetivação de ações, as/os profissionais da educação desempenham papel fundamental, especialmente na observação de mudanças comportamentais que possam indicar sofrimento psíquico, inclusive riscos relacionados à autolesão ou ao suicídio e, nesse contexto, acolher, escutar e respeitar constituem princípios ético-pedagógicos indispensáveis para a construção de relações de confiança, cuidado e proteção no ambiente escolar. Destacamos que Psicólogos(as) estão lotados nos Núcleos Territoriais de Educação (NTE) visando fortalecer e ampliar a capilaridade das ações voltadas à promoção da saúde emocional, do bem-estar e do cuidado integral no ambiente escolar.
Tendo como ponto de partida a Jornada Pedagógica, aproveitemos todos os momentos de planejamento pedagógico, para criar e potencializar estratégias que favoreçam o envolvimento e a participação ativa dos/das estudantes, como hortas escolares e atividades artísticas e culturais como teatro, pintura, dança, música, entre outras, inclusive que se constituem como parte integrantes dos Programas e Projetos Estruturantes, com atenção especial àqueles/as estudantes que apresentarem mudanças comportamentais. Essas iniciativas contribuem para práticas integrativas e terapêuticas, fortalecendo o bem-estar coletivo, a convivência solidária, a saúde mental no espaço escolar e potencializando a Aprendizagem como promotora da soberania e da justiça social na Bahia.